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Mensagem do Presidente


 

Ao longo da sua rica e longa história os bombeiros portugueses sempre souberam, com tenacidade e determinação, lutar e encontrar meios para continuarem a desempenhar a sua nobre missão.

A memória das nossas associações e corpos e bombeiros está cheia de episódios desse teor. Vividos, muitas vezes, com enorme dramatismo e com evidentes riscos ao desenvolvimento da sua missão de “Vida por Vida”.

Hoje, como no passado, os bombeiros vêem-se a braços com a sua sustentabilidade. Não se trata da sustentabilidade individual de cada um dos seus elementos mas das suas organizações, muitas delas centenárias, nascidas no seio e por vontade das próprias comunidades e credoras das suas potencialidades e também das suas fragilidades.

As nossas associações e corpos de bombeiros, como sempre, são organismos vivos, feitos pelas mulheres e homens que materializam a sua missão dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, ou seja, sempre.

Ninguém acredita que os bombeiros não sejam capazes de responder perante uma adversidade ou uma tragédia. É o consolo e a convicção das populações que, nem sempre acarinhando os seus bombeiros como deveriam, diga-se, sentem nos bombeiros um esteio de segurança e apoio que não vislumbram em mais nenhum estrutura. 

Os bombeiros não são alheios a esse sentimento. Dá-lhes alento, responsabilidade e alimento para consolidar a reserva moral que ao longo dos tempos lhes tem sido reconhecida.

Hoje, os bombeiros portugueses vivem um novo momento, porventura tão ou mais difícil que os vividos no passado. Fruto de muitos aspectos estruturais que as autoridades não quiseram ou não souberam solucionar com eles ao longo do tempo. A crise vigente só veio avivar esses aspectos. Há muito que os bombeiros introduziram a austeridade e a racionalização na gestão das suas estruturas. Julgo que nesse domínio, poderão constituir até um bom caso de estudo e exemplo para as estruturas do Estado que só agora ensaiam o necessário emagrecimento.

Estou certo que, como no passado, iremos ter denodo e engenho no vencer das dificuldades. Para esse desiderato podem contar inequivocamente com a vossa Liga. Essa é a certeza que aqui vos deixo baseado nas minhas convicções e no meu passado associado aos bombeiros. Nunca baixei os braços e não é agora que irei fazer isso, antes pelo contrário.


  

Jaime Marta Soares

Comandante 


Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses